Inglês do dia a dia

Inglês na consulta médica: como se virar no médico e na farmácia sem pânico

9 de julho de 2026 · Equipe Luna Language Academy · 3 min de leitura

De todas as situações do dia a dia, a consulta médica talvez seja a que mais dá medo. Faz sentido: é a sua saúde em jogo, e um mal-entendido aqui pesa muito mais do que trocar as palavras no mercado. Não à toa, tanta gente adia ir ao médico morando fora, ou leva o filho pra traduzir.

A boa notícia é que a consulta também é um roteiro. As perguntas se repetem, as suas respostas cabem em frases simples, e existe um recurso que quase ninguém usa e que muda tudo, o direito a um intérprete. Vamos por partes.

Marcando a consulta (por telefone)

  • "I'd like to make an appointment." — Eu queria marcar uma consulta.
  • "I need to see a doctor." — Preciso ver um médico.
  • "It's kind of urgent." — É meio urgente.
  • "Do you take my insurance?" — Vocês aceitam meu plano?
  • "What's the earliest you have?" — Qual o horário mais cedo que vocês têm?

Explicando o que você sente

Não precisa de vocabulário médico. Precisa das palavras do seu corpo:

  • "I've had a headache for three days." — Estou com dor de cabeça há três dias.
  • "It hurts here." (apontando) — Dói aqui.
  • "I feel dizzy / nauseous / short of breath." — Sinto tontura / enjoo / falta de ar.
  • "The pain is sharp / dull / constant." — A dor é uma pontada / surda / constante.
  • "It started last week." — Começou semana passada.
  • "I'm allergic to penicillin." — Sou alérgico a penicilina. (frase importante de saber de cor)

Entendendo o médico

Aqui está o ponto mais importante do texto: nunca finja que entendeu. No mercado, um mal-entendido custa uma sacola errada; no médico, custa a sua saúde. Pedir pra repetir não é vergonha, é responsabilidade.

  • "Sorry, could you repeat that?" — Desculpa, pode repetir?
  • "Could you speak a little slower, please?" — Pode falar um pouco mais devagar?
  • "What does that mean?" — O que isso significa?
  • "So, just to make sure I understood..." — Então, só pra confirmar que entendi...
  • "Can you write it down?" — Pode escrever pra mim?

O direito que quase ninguém usa: intérprete

Isso aqui vale o artigo inteiro. Nos Estados Unidos, por lei, qualquer serviço de saúde que recebe verba federal (a maioria dos hospitais e clínicas) é obrigado a oferecer um intérprete gratuito pra quem não fala inglês fluente. Você não precisa levar ninguém nem se virar sozinho num momento delicado.

  • "Can I have an interpreter, please? Portuguese." — Posso ter um intérprete, por favor? Português.
  • "I'd feel more comfortable with an interpreter." — Eu me sentiria mais confortável com um intérprete.

Peça sem constrangimento, ao marcar ou na recepção. É um direito seu, e usá-lo é o oposto de fraqueza: é garantir que você entenda cada palavra sobre a sua saúde.

Na farmácia

  • "I'm here to pick up a prescription." — Vim pegar uma receita.
  • "How often should I take it?" — Quantas vezes por dia devo tomar?
  • "With food or on an empty stomach?" — Com comida ou em jejum?
  • "Are there any side effects?" — Tem algum efeito colateral?
  • "Is there a generic version?" — Tem uma versão genérica? (costuma ser mais barato)

Como chegar preparado

O segredo pra não travar é não improvisar. Antes de sair de casa, escreva no celular, em inglês, os seus sintomas, há quanto tempo, os remédios que você toma e as suas alergias. Se faltar uma palavra na hora, você mostra a tela. Preparar essa listinha é o mesmo princípio de aprender o inglês da sua própria rotina: você domina o pedaço específico que vai usar, em vez de tentar dar conta do idioma inteiro.

Sua saúde não pode esperar o seu inglês ficar perfeito. Com um roteiro na mão e um intérprete quando precisar, você já consegue cuidar de você, hoje, do jeito que dá. E cada consulta encarada é uma a menos no medo.

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